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O Quinto

Higienópolis

Os herdeiros de Antônio Pinto do Rego Freitas venderam, por volta de 1893 a chácara que fora do general Arouche Rondon para a Empresa de Obras Brasil, cujos sócios eram o senador Rodolpho Miranda e o engenheiro Manoel Buarque de Macedo; a gleba foi arruada, dando origem à formação da “Vila Buarque”.

A Sesmaria do Pacaembu, era dividida em três partes: Pacaembu de Cima, de Baixo e do Meio. O bairro HIGIENÓPOLIS surgiu em parte do Pacaembu de Cima. O nome HIGIENÓPOLIS veio das propriedades climáticas do local. Martin Burchard e Victor Nothmann compraram duas glebas do Barão de Ramalho e dos herdeiros de Joaquim Floriano Wanderley, e as lotearam. Esse loteamento foi feito sob o nome de “Boulevard Burchard”.

Por ali passava uma estrada, chamada do Pacaembu de Cima, que foi transformada em avenida, sob o nome de “Burchard”; terminava num belvedere, que fora denominado “terraço Germaine”. O nome Boulevard Bourchard não vingou, e o bairro ficou sendo Higienópolis, inclusive para a Prefeitura. A avenida principal, que fora aberta com o nome de “Burchard”, era mais conhecida como avenida Higienópolis.

A história do bairro começa no século 16 quando a sesmaria do Pacaembu foi doada aos jesuítas por Martim Afonso de Souza. A extensa área era delimitada pelo caminho dos Pinheiros (Rua da Consolação), Emboaçaba (Av. Dr. Arnaldo) e pelo córrego Água Branca. Na época da doação, a região foi dividida em três áreas: Pacaembu de Cima, do Meio e de Baixo.

Mais uma vez, o café foi o grande responsável pela mudança… até urbanística. A partir de 1900, começaram a surgir os casarões ao longo da avenida Higienópolis. A maioria construída por barões de café, que moravam antes no bairro dos Campos Elíseos, comerciantes e industriais. Poucas mansões sobraram desse período, algumas delas tombadas pelos órgãos de patrimônio histórico.

A evolução urbanística teve início no começo do século 20 e a intensa verticalização ocorreu a partir da década de 40.

O primeiro período trata dos loteamentos feitos por Martinho Buchard e Victor Nothmann, na região da Maranhão Nos primeiros tempos, devido à origem européia dos empreendedores, foi grande a concentração de anglo-saxões na área.

Em 1890, dois comerciantes alemães, Martin Buchard e Victor Nothmann compraram parte da região do Barão de Ramalho e deram início ao loteamento das terras. Entre os primeiros ocupantes havia comerciantes estrangeiros, profissionais liberais e fazendeiros que traziam da Europa, principalmente da França, móveis; a planta das casas; o material de construção; e o estilo arquitetônico em voga naquela época. Algumas famílias ilustres ocuparam
palacetes esplêndidos em vastas áreas com jardins e pomares, alguns deles, tombados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural e Ambiental de São Paulo.

O prédio da Secretaria de Segurança na Avenida Higienópolis, construído em 1931, pelo fazendeiro Magalhães, é um belo exemplo da imponência daquele tempo.

O Clube São Paulo, localizado entre as Ruas Martinico Prado e D. Veridiana, hoje bastante descaracterizado, ocupa a antiga residência da família Prado,construída em 1884 . Conhecida como chácara Vila Maria, a mansão de D. Veridiana Valeria da Silva Prado, filha do barão de Iguape, foi um dos locais preferidos dos intelectuais e da elite paulistana para seus encontros e discussões. A Semana de 22 foi certamente uma delas.

Na década de 40-50 alguns projetos de moradia residencial em prédios de apartamento foram o que se denomina hoje, modernistas. Não seguia o padrão de construção europeu. Entre eles, o Edifício Prudência e Capitalização, de Rino
Levi, e dois edifícios de apartamentos na Avenida Angélica, ambos construídos e projetados pelo escritório de J. Artaxo Jurado: o Bretagne e o Parque das Hortências.

Fonte: Poncino, Leviano. Mil Faces de São Paulo. Editora: Fênix