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O Quinto

Pari

Suas origens remontam ao século XVI, pois em 1593 já se ouvia falar no CAMINHO DO PARI. Já em 1620 este bairro era um dos principais, em uma procuração feita pela Ordem do Carmo. Da Revista do Arquivo de Amador Florence, encontramos dados do recenseamento de 1765. Pari, quase só de gente humilde, não reunindo então mais do que 14 casas em que moravam 72 pessoas, que em sua maioria se ocupavam da pesca. Daí a sua denominação, originada de um processo primitivo de pescaria: pari, cerca ou tapume de taquara ou de cipó com que se cercava o rio de margem a margem, desde os primeiros tempos da povoação.

O pari começou a ser urbanizado em fins do século passado. Um dos primeiros benefícios do bairro foi a criação da “PARÓQUIA DE SANTO ANTONIO DO PARI”.

Foi oficialmente fundada por decreto de 2 de fevereiro de 1914, a 8 de mesmo mês e ano.Destacando os nomes dos sacerdotes: frei Rolim, frei Olivério e frei Paulo. Por estar próximo ao centro da cidade de São Paulo o bairro cresceu e desenvolveu intensamente. Pela lei nº 8.637 de 30 de agosto de 1934 o Pari foi elevado a categoria de 25º Subdistrito da Capital.

Em sua área que era 5,46 Km2, abrangia Vila Guilherme e vilas adjacentes, e o Canindé. Em 1964 a Vila Guilherme se desmembrou deste. Portanto o Sub-distrito do Pari, além da sede, abrange somente o bairro do Canindé, cuja suas origens remontam ao século XVI, quando era conhecido por GUARÉ, onde os bandeirantes passavam. Em 1856 o referido bairro era constituído da Chácara Couto de Magalhães que no fins do século XIX, foi loteada, e ganhou o nome de uma das principais cidades do Norte Brasileiro, que é CANINDÉ no Estado do Piauí.

Curiosidades

O termo pari vem do tupi e significa armadilha, lugar cercado para apanhar peixes.

Notícias esparsas da Câmara, séc. 17, falam de habitantes na região, portugueses e remanescentes tribais, “mamelucos”, da “língua geral” codificada e ensinada pelos missionários jesuítas.

Era uma região de alagamentos, vizinha dos rios Tietê e Tamanduateí. Segundo o filólogo Silveira Bueno, Tietê – composto de ty – y = água, líquido, rio, mais etê ou eté = verdadeiro, legítimo – seria o “rio por excelência”, estrada de comunicação principal dos indígenas e posteriores bandeirantes. Tamanduateí (y), de tamandetaí, vem a ser “o rio de muitas voltas”, muitos meandros, contornando a cidade.

Os peixes vendidos no centro da vila, eram pescados principalmente nos rios Tietê e Tamanduateí; estes rios possuíam na época lugares piscosos e próprios para a instalação de “paris”. “Pari” era uma cerca de taquara ou de cipó, estendida de margem a margem, para pescar peixes; tal instrumento veio a dar nome ao bairro do Pari.

Toponímia das Ruas do Pari

ALEXANDRINO PEDROSO (RUA)
Denominada pelo Ato nº 1906 de 28 de Dezembro de 1922. O Dr. Alexandrino de Moraes Pedroso foi um conceituado médico paulista. Filho do Cel. Francisco Antonio Pedroso e neto de Dona Alexandrina de Morais, proprietária da conhecida chácara “Dona Alexandrina”, no bairro da Liberdade. Foi nessa chácara que se rasgaram, em 1886, as atuais ruas Pedroso, Maestro Cardim, Alfredo Elis, Martiniano de Carvalho e Artur Prado. O Dr. Alexandrino era professor da Faculdade de Medicina de São Paulo e chefe do laboratório central da Santa Casa de Misericórdia.

ARAGUAIA (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 Araguaia é o nome do grande rio que corta os Estados de Goiás e Tocantins. Está intimamente ligado à história do Brasil, seja por ter servido aos bandeirantes paulistas para a conquista do sertão, seja por ter sido palco de um movimento de resistência ao regime militar nos anos 70. Na língua Tupi, Araguaia significa “papagaios mansos”.

BARÃO DE LADÁRIO (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 José da Costa Azevedo, Barão de Ladário, nasceu no Rio de Janeiro em 20/01/1825. Nomeado guarda-marinha em 1839, seguiu para a América do Norte onde aperfeiçoou os seus conhecimentos. Oficial de grandes merecimentos, galgou todos os postos até o de chefe de esquadra em 1882. Durante seu estágio na Marinha, teve oportunidade de servir na Comissão de Limites com o Peru e a Guiana Francesa. Serviu também na esquadra em operações na Guerra do Paraguai. Foi senador pelo Amazonas e Ministro da Marinha em 1889. Faleceu no Rio de Janeiro a 24 de setembro de 1904.

BOM JARDIM (AV.)
Denominada pelo Decreto-lei 109 de 14 de agosto de 1941 Em 1941 (ano da oficialização do nome da avenida) era este o nome de uma vila pertencente ao município paulista de Casa Branca. Antes de receber este nome o logradouro era identificado como “Avenida A”.

CANINDÉ (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 Nome tradicional de um bairro de São Paulo. Na língua Tupi esta denominação significa “enegrecido”, “retinto”, “escuro”. É também o nome de uma espécie de arara.

CARLOS DE CAMPOS (RUA)
Estadista, jornalista e musicista, Carlos de Campos nasceu na cidade de Campinas a 6 de agosto de 1866. Fez os primeiros estudos em Amparo, cursando em seguida o Colégio Internacional de Campinas. Em São Paulo, cursou o Colégio Norton e ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, por onde se diplomou em 1887. Desde o tempo acadêmico foi, como seu pai Bernardino de Campos, ardoroso republicano, propagandista da libertação dos escravos e defensor da democracia. Advogou em Amparo ao lado de seu pai e mais tarde retornou a São Paulo. Eleito deputado estadual, exerceu o mandato até 1896 quando foi convidado pelo presidente Campos Salles para titular da Secretaria da Justiça. Novamente deputado em 1901, seis anos depois foi eleito deputado federal e líder da bancada paulista. Sucedeu a Washington Luís na presidência do Estado, assumindo a chefia do governo em maio de 1924. De sua obra administrativa destacam-se a remodelação da Estrada de Ferro Sorocabana, a organização do serviço de combate à broca do café, a criação do Instituto Biológico, as obras de captação das águas do Rio Claro, a fundação do Banco do Estado da Guarda Civil e do Instituto do Café. Foi jornalista durante toda a sua vida e ocupou o cargo de diretor do “Correio Paulistano”. Como compositor e musicista, deixou duas peças líricas intituladas: “A Bela Adormecida” e “Um Caso Singular”. Faleceu em exercício de seu cargo como Presidente do Estado (hoje seria Governador do Estado) a 27 de abril de 1927.

CARNOT (RUA)
Denominada pelo Ato nº 927 de 24 de agosto de 1916 Sadi Carnot, presidente da França, nasceu em Limoges no ano de 1837. Aluno da Escola Politécnica e da Escola de Pontes e Calçadas, foi nomeado em 1863 secretário adjunto ao conselho de Pontes e Calçadas e enviado no ano seguinte, como engenheiro, para Anneci. Eleito deputado por Baune, foi nomeado subsecretário do Estado das Obras Públicas (gabinete Dufaure, 1878), e depois, em 1880, Ministro das Obras Públicas. Reeleito em 1881, fez parte do gabinete Brisson (1885), tendo a pasta das Obras Públicas, que depois trocou pela da Fazenda. Foi o primeiro que teve a coragem de declarar ao País os déficits, até então dissimulados à nação, demonstrando ao mesmo tempo a necessidade de medidas sérias na economia. Em 1887 sucedeu a Júlio Grevy como Presidente da República Francesa. A 24 de junho de 1894, no meio das festas da Exposição de Lion, o presidente Carnot foi assassinado com uma punhalada por um anarquista italiano. Deixou a quantia de 50.000 francos, que sua esposa aplicou na criação da Fundação Carnot que, segundo sua vontade, tinha por fim distribuir socorro às viúvas de operários.

CONSELHEIRO DANTAS (RUA)
Denominada pelo Ato 729 de 21 de novembro de 1914 Manuel Pinto de Souza Dantas nasceu na Bahia no ano de 1831. Foi senador brasileiro na época do Império. Foi também presidente do gabinete da monarquia que criou, em 1884, a Lei Sexagenária, dando liberdade aos escravos que tivessem mais de 60 anos. Foi escolhido para presidir o Banco do Brasil logo após a proclamação da República. Em 1891 fundou o “Jornal do Brasil” no Rio de Janeiro, ainda hoje considerado um dos maiores jornais do nosso País. Faleceu no ano de 1894.

CORONEL EMÍDIO PIEDADE (RUA)
Denominada pela Lei nº 2059 de 12 de março de 1917 O tenente-coronel Emídio José da Piedade foi político paulista. Como representante de São Paulo, teve assento nas Assembléias Provinciais de 1874-75, de 1882-83, de 1884-85 e de 1888-89. No período republicano, o coronel Emídio Piedade tomou parte nos trabalhos da 4ª. Legislatura, de 1898-1900, e na 5ª., de 1901-1903.

CORONEL MORAIS (RUA)
Denominada pelo Ato 2284 de 18 de janeiro de 1924 O coronel Francisco Correa de Almeida Morais nasceu em Tietê, estado de São Paulo, no ano de 1837. Residiu em sua cidade natal até 1886, mudando-se então para Santos, onde presidiu a Câmara Municipal de 1890 a 1891. Durante a grande epidemia de febre amarela que assolou a cidade, prestou relevantes serviços à população. Fundou nessa época um hospital que teve seu nome. De 1896 a 1899 foi vereador. Deve-se a ele, em colaboração com o comendador Alfaia Rodrigues, a inauguração do monumento do fundador da cidade de Santos. Gostava, também, de História e Genealogia, deixando publicada uma memória sobre Braz Cubas. Faleceu em 13 de dezembro de 1913. Antiga Rua “5”.

CORONEL SILVA GOMES (RUA)
Denominada pelo Ato 2284 de 18 de janeiro de 1924 André da Silva Gomes foi músico e maestro, tendo sido o primeiro mestre da Capela da Sé. Este logradouro era anteriormente identificado como Rua “4”.

DOUTOR ORNELAS (RUA)
Denominada pelo Ato 2284 de 18 de janeiro de 1924 O Dr. Manuel Joaquim Ornelas, nascido em Portugal, foi o primeiro administrador dos correios de São Paulo. O serviço de correios, criado pelo capitão-general Antonio Manuel de Melo Castro e Mendonça, por laudo de 28 de julho de 1798, estabeleceu apenas duas linhas públicas, ligando esta capital à cidade de Santos e ao Rio de Janeiro. O Dr. Ornelas exerceu também outros cargos de importância, como secretário do Bispado, membro do governo provisório e membro do Conselho do Governo. De 31 de outubro de 1828 a 13 de janeiro de 1829, administrou a província de São Paulo como vice-presidente em exercício.

DOUTOR VIRGÍLIO DO NASCIMENTO (RUA)
Denominada pelo Ato nº 2754 de 1927 Virgílio do Nascimento, nascido em Pindamonhangaba, estado de São Paulo, formou-se pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e exerceu por longos anos o cargo de Delegado de Polícia. Antes de 1927 este logradouro recebia o nome de “Rua dos Oleiros”.

HAHNEMANN (RUA)
Denominada pelo Ato nº 927 de 24 de agosto de 1916 O Dr. Hahnemann foi o fundador da Homeopatia. Cristiano Frederico Samuel Hahnemann nasceu na cidade de Meissem, Alemanha, no dia 10 de abril de 1755, filho de Cristiano Godofredo e Joana Cristiana Hahnemann. Estudou medicina na cidade de Erlangen e a 10/08/1779, defendia tese, recebendo o grau de doutor. Exerceu a medicina até 1787, e inconformado com a imprecisão dos métodos então utilizados, abandonou a clínica. Sobreviveu da tradução de obras científicas. Em 1790, traduzindo a “Matéria Médica” de Culhen, iniciou a marcha para o sistema médico-terapêutico que viria a ser conhecido mais tarde como homeopatia. Em 1796 publicou o trabalho “Ensaio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicinais, seguido de alguns comentários sobre os princípios admitidos até nossos dias”. Em 1805 publica “Esculápio na Balança”, “Medicina da Experiência” e “Fragmentos de viribus medicamentorum in sano corpore humano observatis”. Neste último relata as experiências realizadas pela primeira vez na história da medicina, com medicamentos no homem são, com fins terapêuticos. Em 1810 publica sua principal obra, “Organon da Medicina Racional”, mais tarde “Organon da Arte de Curar”. A seguir, publicou “Matéria Médica Pura” e “Tratado das Moléstias Crônicas”. Deixou a Alemanha em 1835, indo para a França. Faleceu no dia 02/07/1843, na cidade de Paris.

ILO OTTANI (PRAÇA)
Denominada pela Lei 5393 de 24 de outubro de 1957 Ilo Ottani nasceu nesta capital no dia 7 de dezembro de 1893. Seus últimos dez anos de vida caracterizaram-se por uma intensa atividade filantrópica. Principal orientador e presidente da Sociedade Espiritual Centro de Irradiação Mental Rogério Vilares, amparou poderosamente com seus bens e donativos que conseguiu arrecadar o “Abrigo Bttuína” da vizinha cidade de Poá, do qual era um dos diretores, entidade esta com cerca de 200 crianças órfãs amparadas. Instalou em cidade do nosso litoral norte — São Sebastião, Ilhabela e ilhas adjacentes – escolas primárias e postos de abastecimentos às populações desamparadas desses rincões afastados. Ajudou em nossa cidade a manutenção e ampliação das Escolas Cruzeiro do Sul. Vítima de um acidente automobilístico quando se dirigia ao litoral, faleceu no dia 23 de agosto de 1953. Viveu grande parte de sua vida nos bairros da Ponte Pequena e Pari.

IMBAÚBA (RUA)
Denominada pelo Decreto-lei 109 de 14 de agosto de 1941 Em 1941, Imbaúba era o nome de uma vila do estado de São Paulo. Hoje é a cidade de Embaúba.

ITAQUI (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 Itaqui – Senhor Bom Jesus do Itaqui – é denominação de um antigo bairro do município de Cotia, próximo desta capital.

JOÃO BOEMER (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 João Boemer foi antigo morador do bairro do Pari e conhecido viticultor. Trabalhador infatigável, conseguiu fazer fortuna, deixando, ao falecer, grande número de prédios e terrenos no bairro onde residia.

JOÃO TEODORO (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 João Teodoro Xavier de Matos nasceu na cidade de Moji Mirim, São Paulo, a 1º de maio de 1828. Formou-se pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1853 e defendeu tese para obtenção do título de doutor em 1856. Em 1870 foi nomeado professor catedrático de Direito Civil. Exerceu os cargos de Promotor Público e Procurador da Tesouraria da Fazenda. De 21 de dezembro de 1872 a 30 de maio de 1875 ocupou o cargo de presidente da Província de São Paulo e prestou relevantes serviços à causa pública. Dentre os dirigentes deste Estado, o Dr. João Teodoro salientou-se pela sua inteireza, e caráter e raras qualidades de administrador. Faleceu na cidade de São Paulo no dia 31 de outubro de 1878.

MENDES JÚNIOR (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 João Mendes de Almeida Júnior nasceu nesta Capital no dia 30 de março de 1856 e faleceu no Rio de Janeiro a 25 de fevereiro de 1923. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, recebendo o grau de doutor no ano de 1879. Ingressando na política, foi eleito vereador e exerceu a presidência da Câmara Municipal de São Paulo. Advogou em Moji Mirim logo após o término de seu mandato, dedicando-se com afinco às letras jurídicas a ponto de ser considerado um dos maiores jurisconsultos de seu tempo. A convite do presidente Venceslau Braz foi ocupar um lugar de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Foi, de 1891 a 1915, professor substituto, professor efetivo e diretor da Faculdade de Direito de São Paulo. Deixou obras notáveis sobre Direito e foi encarregado pelo governo de São Paulo de organizar o Código do Processo Civil e Comercial, produzindo um trabalho monumental.

MONSENHOR ANACLETO (RUA)
Monsenhor Dr. Anacleto José Ribeiro Coutinho faleceu em avançada idade no dia 11 de setembro de 1881. Exerceu no governo diocesano do Bispo D. Antonio Joaquim de Melo (1852-1861) o cargo de vigário geral do Bispado. Foi dono de uma grande chácara no bairro do Brás, situada na Av. Rangel Pestana, esquina da rua Monsenhor Andrade. Essa chácara, após seu falecimento, foi adquirida pelo Barão de Souza Queiróz, que mandou abrir várias ruas em seus terrenos. Esta denominação foi oficializada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916.

MONSENHOR ANDRADE (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 Monsenhor Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade nasceu na Ilha de Madeira e fez os seus estudos canônicos na cidade de Coimbra. Em 1796 recebeu as ordens sacras e veio para São Paulo, nomeado cônego da Sé. Sofrendo aqui as antipatias do Capitão-general, foi obrigado a retornar a Portugal para se defender de sérias acusações que lhe eram feitas. Justificando-se plenamente, foi restituído ao cargo de arcedíago e vigário geral de São Paulo. Por mais 20 anos prestou relevantes serviços, sendo eleito a 12 de outubro de 1826 bispo da diocese de São Paulo, cargo que desempenhou até seu falecimento. Sua longa vida de sacerdote intermeou-se de toda a espécie de trabalhos, inclusive de ordem política. Foi membro do Conselho de Governo em 1824 e 1826; vice-presidente da província, com funções de presidente, de 1828 a 1831; deputado provincial nas legislaturas de 1835 a 1845. Faleceu na cidade de São Paulo em 26 de maio de 1847. OLARIAS (RUA) Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 Denominação de origem popular que lembra a existência de olarias no local, para a fabricação de tijolos e telhas, muito comuns em São Paulo e principalmente próximos aos rios Tietê e Tamanduateí. Outro bairro da cidade que possuía muitas olarias foi a Barra Funda, também às margens do Tietê.

PADRE BENTO (PRAÇA)
Denominada pelo Ato nº 139 de 11 de abril de 1931 Padre Bento Dias Pacheco nasceu no sítio da Ponte, em Itu, a 17 de setembro de 1819. Tendo feito seus primeiros estudos no Convento de São Luís, dos padres franciscanos, após curta estadia em Itu, por força do falecimento de seu pai, matriculou-se na aula de teologia da Sé de São Paulo, ordenando-se a 28 de outubro de 1843. Nomeado vigário da paróquia de Indaiatuba, aí se demorou pouco tempo, passando para a de Cabreúva. Em 1847 deixou esse cargo e por mais de vinte anos permaneceu no chamado sítio Quilombo, onde viveu entre negros escravos e a gente humilde das lavouras e povoações vizinhas. Em 1869 vendeu o sítio e dedicou-se de corpo e alma aos leprosos. Adquiriu uma chácara em Itu e aí recolheu e tratou muitas pessoas doentes. Tal foi o seu carinho nesse trabalho e tanta abnegação que, mesmo os contrários ao Cristianismo e os indiferentes para com a religião jamais lhe puderam negar o epíteto de Santo. Faleceu, após 40 anos de vida comum com os leprosos, a 6 de março de 1911.

PADRE LIMA (RUA)
Denominada pelo Ato nº 2284 de 18 de janeiro de 1924 Padre Francisco de Paula Lima, natural de Itu, mulato, foi professor no Seminário, pároco de Capivari e vigário em Campinas, Descalvado, São João da Boa Vista e Itatiba.

PADRE ANDRIGHETTI (RUA)
Denominada pelo Decreto 2310 de 10 de novembro de 1953 Paulo Andrighetti nasceu em 1900. Foi um modesto operário que, através de esforço próprio, construiu o primeiro tear nacional. Faleceu vítima de acidente aéreo quando, a serviço de São Paulo, dirigia-se ao Rio de Janeiro para entendimentos com o governo federal sobre assuntos atinentes à indústria de tecelagem, no ano de 1930.

PEDROSO DA SILVEIRA (RUA)
Denominada pelo Ato nº 1071 de 25 de abril de 1936 Carlos Pedroso da Silveira, provedor dos quintos de ouro de Taubaté, mestre- -de-campo, capitão-more e ouvidor, chegou a ser governador da capitania da Itanhaém. Era filho de Gaspar Cardozo Guterrez e Garcia da Fonseca Rodovalho. Dele escreve o Sr. Carlos da Silveira: “Nasceu na cidade de São Paulo em 1664 e foi assassinado em Taubaté no dia 17 de agosto de 1719. Ocupou muitos cargos, pelo que recebeu agradecimentos em cartas-régias. O nome de Carlos Pedroso da Silveira está ligado à história da mineração e do ouro nas “Minas Gerais”, tendo sido ele o primeiro a comunicar no Rio de Janeiro, ao governador, existência das “Novas Minas Gerais dos Cataguases”. Alguns historiadores, como Calógeras, o consideram, negativamente, como um mero funcionário do governo português no Brasil.

QUIXELOS (RUA)
Começa na Rua Itaqui e termina na Rua Carnot Denominação oficializada pelo Decreto 4710 de 13 de maio de 1960 Antiga Travessa Itaqui. Quixelos é o nome de uma tribo indígena do estado do Pará.

RODOVALHO DA FONSECA (RUA)
Denominada pelo Ato nº 1071 de 25 de abril de 1936 Antonio Rodovalho da Fonseca faleceu deixando testamento em Jundiaí, em 1667. Era casado com Felipa de Barros, de tradicional família paulistana. Filho deste Antonio Rodovalho da Fonseca é outro de igual nome, que aparece como um dos primeiros povoadores paulistas das regiões das minas gerais, na zona de Furquim. Foi o primeiro explorador de ouro no Ribeirão do Bom Sucesso.

RODRIGUES DOS SANTOS (RUA)
Denominada pelo Ato nº 971 de 24 de agosto de 1916 Brasilio Rodrigues dos Santos, filho do Dr. Gabriel José dos Santos, nasceu nesta capital no dia 6 de março de 1854. Depois de concluir o curso de humanidades, matriculou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em 1873, bacharelando-se em 1877. Trabalhou com o Dr. Ubaldino do Amaral no Rio de Janeiro, vindo mais tarde para Bragança Paulista, onde desempenhou o cargo de juiz. Em 1883, por concurso, foi nomeado professor da Faculdade de Direito. Como político, jornalista e orador, o Dr. Rodrigues dos Santos foi um dos mais entusiastas propagandistas da República. Logo após a proclamação do novo regime, foi eleito senador e, em 1892, deputado federal. Faleceu a 30 de março de 1901.

SILVA TELLES (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 Em 1905 era conhecida como “Rua Dr. Silva Telles”. O Dr. João Carlos da Silva Telles nasceu nesta capital a 2 de janeiro de 1814 e faleceu em São Vicente a 14 de setembro de 1901. Formado em 1834 pela Faculdade de Direito de São Paulo, da qual foi bibliotecário de 1836 a 1843, exerceu os seguintes cargos: Procurador Fiscal (1847-51), Secretário do Governo Provincial (1848), Juiz Municipal de Bragança Paulista (1853), Secretário da Caixa Filial do Banco do Brasil (1856). Foi proprietário de vasta chácara no bairro do Pari.

SIQUEIRA AFONSO (RUA)
João de Siqueira Afonso, sertanista do século XVIII, penetrou no território das Minas Gerais até o lugar onde fundou a cidade de Piranga. Ao regressar a São Paulo, na passagem do Rio das Mortas, descobriu ouro. Descobriu ouro também nas fraldas da Serra da Mantiqueira.

TIERS (RUA)
Denominada pelo Decreto 4.711 de 13 de maio de 1960 Adelphe Tiers nasceu em Marselha, França, a 14 de abril de 1797 e faleceu a 3 de setembro de 1877. Dedicou-se à advocacia e ao jornalismo e pertenceu ao parlamento, por eleições sucessivas, durante oito anos. Sagaz, alertava seus pares sobre a possibilidade de Bismarck (líder alemão) invadir a França. Perdeu a guerra e então Tiers foi solicitado a erguer o País do enorme desastre. Extraordinário administrador, antes do prazo determinado pelo dirigente alemão, a França cobria os prejuízos de guerra e as tropas alemãs eram retiradas da França. Além de grande patriota e hábil estadista, Tiers foi notável escritor, tendo deixado as obras: “História da Revolução Francesa” e “História do Consulado e Império”.

VAUTIER (AV.)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 Sobrenome de uma antiga família residente em São Paulo, proprietária de grandes glebas de terras no Brás. Um dos representantes dessa família foi o Dr. Artur Vautier, que pertenceu ao Instituto Histórico de São Paulo e foi um dos sócios beneméritos pela soma inestimável de serviços que prestou a essa casa de cultura.

VITOR HUGO (RUA)
Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 O poeta e escritor francês Victor Marie Hugo nasceu em Besançon a 26 de fevereiro de 1822. Filho de um dos generais de Napoleão, desde criança acompanhava o pai em viagens pela Europa, demorando-se mais na Itália e Espanha. Sua extraordinária vocação literária foi demonstrada logo na infância. Em 1822 publicou “Odes”, seu primeiro livro de versos, seguido do romance “Hans d’Islandia” e das “Novas Odes”. Depois dessas, suas mais notáveis produções poéticas foram: “Orientais”, “Folhas de Outono”, “Vozes Interiores”, “Castigos”, “Lenda dos Séculos”. Em 1827 escreveu o drama “Cromwell”, cujo prefácio se tornou célebre como teoria literária. Escreveu em seguida “Hernani”, “Marion Delorme” e “O Rei de Diverte”. Seus romances ganharam fama mundial, sobretudo “Nossa Senhora de Paris”, “Os Miseráveis”, “Os Homens do Mar” e o “O Homem que Ri”. Em 1841 foi eleito membro da Academia Francesa. Tomou parte no movimento político de 1848 e foi o mais intransigente adversário político de Napoleão III, o que o levou a ser proscrito. Foi sepultado no Panteon de Paris a 31 de maio de 1885.

Fonte: Acervo da Seção de Denominação de Logradouros Públicos, do arquivo Histórico Municipal D.P.H. – S.M.C. O PARI E SUAS RUAS Biblioteca Adelpha de Figueiredo.